Caderno de Imprensa

Granitic Pegmatites: the State of the Art
Geochemistry of granitic aplite-pegmatite sills and their minerals from Arcozelo da Serra area (Gouveia, central Portugal)
Ana M.R. Neiva1,*, Maria E.P. Gomes2, João M.F. Ramos3 and Paulo B. Silva3

1 Department of Earth Sciences, University of Coimbra, 3000-272 Coimbra, Portugal
2 Department of Geology, University of Trás-os-Montes e Alto Douro, 5000-911 Vila Real, Portugal
3 INETI, 4466-956 S. Mamede de Infesta, Portugal

* Corresponding author, e-mail: neiva@dct.uc.pt

Granitic aplite-pegmatite sills intruded a granodiorite-granite and a biotite {approx} muscovite granite from Arcozelo da Serra (Gouveia, Portugal). A muscovite > biotite granite also crops out in the area. Variation diagrams of major and trace elements of the rocks show fractionation trends for a) granodiorite-granite and muscovite > biotite granite; b) biotite{approx}muscovite granite and aplite-pegmatite sills. REE patterns and {delta}18O of rocks, anorthite contents of plagioclases, Ba contents of potash feldspars, major elements and Li of biotites and muscovites confirm the two series. Least squares analysis of major elements and modelling of trace elements indicate that aplite-pegmatite sills were derived from biotite {approx} muscovite granite magma by fractional crystallization of quartz, plagioclase, potash feldspar and biotite. This mechanism is responsible for the Sn enrichment of aplite-pegmatite sills and Sn is retained in micas.

Electron microprobe analyses of columbite-tantalite crystals from aplite-pegmatite sills show oscillatory, progressive and reverse zonings, which are characterized by the behaviours of eight elements and Mn/(Mn+Fe) and Ta/(Ta+Nb) ratios. Oscillatory zoning is mainly attributed to faster crystal growth than Nb, Ta, Fe and Mn can diffuse through liquid, while reverse zoning is due to nucleation and growth of evolved oxide cores and back-reaction of them with the more primitive bulk magma.

Other samples of aplite-pegmatite sills show late zoned micas, consisting mainly of a Li-bearing muscovite core and a composition between zinnwaldite and trilithionite for the rim. However, alternating compositions of these two micas with relics of primary muscovite also occur. Late micas are derived from a phase melt enriched in F and Li.

Key-words: granites, aplite-pegmatite sills, feldspars, micas, columbite-tantalite.

In European Journal of Mineralogy; August 2008; v. 20; no. 4; p. 465-485; DOI: 10.1127/0935-1221/2008/0020-1827

Único totalista é de Arcozelo

A sorte bateu à porta de um apostador do totoloto, residente em Arcozelo da Serra, concelho de Gouveia. Por ter inscrito no boletim a chave 11-33-35-36-39 e 48, ficou rico de um dia para o outro, como noticiou, ontem, a Rádio F, arrecadando mais de 411 mil contos. Foi o único a acertar nos seis números do concurso do passado Sábado. O apostador, que teve o cuidado de marcar a cruzinha que lhe garante o anonimato, registou o boletim num café de Gouveia, local onde, curiosamente, a sorte já bafejou outras pessoas.

In Terras da Beira 15 de Fevereiro de 2001

Por Estas Bandas

A maioria dos elementos das bandas filarmónicas do concelho de Gouveia são jovens. Um facto que pôde ser constatado este sábado no encontro anual da família filarmónica gouveense em Folgosinho, onde estiveram presentes cinco das seis bandas existentes no concelho. Designadamente Gouveia, Arcozelo da Serra, Vila Nova de Tázem, Moimenta da Serra e Paços da Serra. Ausente esteve a banda de Rio Torto. Para José Daniel, membro da direcção da banda de Arcozelo da Serra – a banda com menor número de elementos (28) – a adesão dos jovens de ambos os sexos às filarmónicas, que se começou a verificar há «meia dúzia de anos», deve-se em parte ao «incentivo dado pelas escolas de música e pelos pais e à carolice dos directores». O mesmo se passa em relação ao sexo feminino. «Existem muito mais raparigas nas bandas», afirma José Daniel.

António Rodrigues Costa, elemento mais antigo da Sociedade Musical de Gouveia – a banda com maior número de elementos (49)- , partilha da opinião do dirigente de Arcozelo. Adianta no entanto que as bandas continuam a ser um ponto de passagem. A busca de melhores condições de vida fora da região, e por vezes fora do país, continua a ser um dos principais motivos que levam os jovens a abandonar as filarmónicas. No caso das mulheres, o afastamento dá-se a partir do momento em que «começam a namorar». E o abandono surge com o casamento. António Costa garante já ter iniciado centenas de jovens neste género de execução musical. «Há 11 anos que estou a ensinar», argumenta. Mas «os jovens são como as andorinhas»: quando chega a hora partem. Apesar dos muitos convites que já recebeu de outras bandas, António Costa, actualmente com 69 anos de idade, não quer deixar a sua terra. «Estou na banda de Gouveia há 45 anos», justifica. Facto que já lhe valeu uma homenagem apesar de ser contra os louvores. «Quero gente ao pé de mim para ensinar».

Para o mestre Alcide Costa só existe um senão em haver tanta juventude nas bandas: «são difíceis de aturar», diz em tom de brincadeira.

Opinião unânime é que este encontro, que se realiza há doze anos, é salutar enquanto forma de «incentivo aos jovens». A grande diferença que existe, é que enquanto no passado era feito nas freguesias onde as bandas estavam inseridas, actualmente alastra-se por todo o concelho de Gouveia.

Gabriela Marujo

In Terras da Beira, 23 de Outubro de 1997

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11 Outubro 2008 – 12h28

Dois outros fogos extintos

Guarda: Incêndio em fase de rescaldo

O incêndio que lavrava desde sexta-feira à noite no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, já entrou em fase de rescaldo.

O fogo, que teve início pelas 22h35 em Arcozelo, chegou a ter duas frentes activas ao início da manhã. O vento moderado e a dificuldade de acessos complicaram a vida dos bombeiros.

No local estiveram 31 bombeiros apoiados por sete veículos, além de um helicóptero e um bombardeiro pesado Kamov.

Esta manhã, deflagraram outros dois incêndios, um em Mangualde, distrito de Viseu, e o segundo em Valença, distrito de Viana do Castelo, mas ambos já foram dados como extintos.

In Correio da Manhã, 11 de Outubro de 2008

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Bigode de Gouveia ganha primeiro prémio nacional

2007-09-03

José Simão, natural de Arcozelo da Serra, Gouveia, foi eleito campeão nacional de bigodes no final da terceira edição do convívio nacional dos “Bigodes Albicastrenses”, que decorreu, anteontem à noite, no restaurante Senhora de Mércoles em Castelo Branco, e que juntou 170 “bigodaças” provenientes de vários pontos do país e da raia espanhola. Orgulhoso do “troféu”, o beirão manifestou ao JN o seu contentamento “Estou bastante satisfeito por ter alcançado este título, que já vinha perseguindo desde a edição anterior, em que obtive o segundo lugar na classificação. Considero que o meu bigode é muito vaidoso e bonito, e sempre que há algum convívio a minha presença é notada, o que me deixa orgulhoso”. Empreiteiro de profissão, José Simão, de 47 anos, lembra que a sua actividade profissional, obriga-o a todos os dias ter cuidados especiais com o bigode. “Quando estou a trabalhar nem sequer toco no bigode, para evitar sujá-lo. Protege-o, inclusivamente, com uma máscara, sempre que estou a funcionar com alguma máquina”, revelou. José Manuel Alves

In Jornal de Notícias/sapo

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Câmara recupera Escola Primária
de Arcozelo da Serra

A Escola Primária de Arcozelo da Serra, no concelho de Gouveia, vai ser objecto de recuperação. Num investimento que ronda os 20 mil contos, a Câmara Municipal pretende adaptar o edifício bastante degradado, construído nos anos 50, às novas exigências do dia-a-dia, proporcionando um maior conforto às cerca de 40 crianças que ainda frequentam aquela escola. Financiado pelo Proestrela – Programa Integrado de Desenvolvimento da Serra da Estrela, o projecto de revalorização daquele edifício em pedra prevê a manutenção da traça original e alterações ao nível do pavimento, actualmente em soalho de madeira, e da cobertura. Prevê-se que a obra esteja concluída até ao final deste ano.

A abertura do concurso para as obras de remodelação da Escola de Arcozelo foi uma das primeiras deliberações tomadas este ano pelo executivo camarário. Reunida em sessão de câmara no final da semana passada, a autarquia decidiu ainda prosseguir as negociações com o Ministério da Agricultura para que seja transferida a gestão dos Viveiros Florestais de Folgosinho para o município. A edilidade pretende, assim, reactivar a produção de algumas espécies florestais e transformar aqueles viveiros, integrados na área do Parque Natural da Serra da Estrela, em espaços dedicados, nomeadamente, à educação ambiental, lazer e turismo. Segundo a Câmara gouveense a Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (DRABI) já deu o aval a esta cedência, pelo que se aguarda o deferimento do Ministério.

Na primeira reunião de 1999, o executivo deu ainda conta que estão a decorrer negociações entre a Câmara e a Cabovisão para a instalação e desenvolvimento de redes e serviços de distribuição de telecomunicações, em geral, e particularmente de TV por cabo em Gouveia. Está já elaborado um esboço do protocolo de colaboração e caso não se registem atrasos, em Junho ou Julho poderá já haver TV por cabo em algumas habitações e serviços da cidade. Prevê-se que estejam ao dispor do consumidor entre 35 a 42 canais temáticos, um dos quais o Sport Tv.

Foi ainda deliberado a abertura do concurso para a pavimentação de arrumamentos em Vila Nova de Tázem, nomeadamente na zona envolvente do Campo de Futebol e Castelejo e, numa 2ª fase, o arranjo urbanístico da Avenida. A intervenção ronda um investimento de 100 mil contos, suportados em parte através de um contrato-programa assinado com o Governo.

In Terras da Beira 14 de Janeiro de 1999

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Uma benemérita em Arcozelo da Serra
Estranha condição de estranha

Não é daqui, não se reconhece na serra. Pouco tem a ver com a rudeza dos montes, com a dureza de carácter. Mas sabe-se ligada à serra e não o desmente. Por isso devota-lhe corpo e alma, num projecto que é tanto de seu como dos outros.Biblioteca de Arcozelo da Serra

Zilda Ribeiro Borja Santos nasceu em Lisboa e toda a sua vida se passou na capital. Casou com um homem da Estrela e descobriu-se rude como a rocha mais sólida, desvendou forças que não sabia possuir. Após a morte do seu marido, Zilda Ribeiro dedicou-lhe a obra da sua vida, uma biblioteca na sua terra natal. Só Arcozelo da Serra ficou a ganhar, com uma estrutura cultural desta envergadura. E Zilda Ribeiro, porque deu tudo de si, para os outros.

A obra iniciou-se em 1976, a um ritmo demasiado lento para as suas ambições. Os parcos recursos não permitiam exageros e a obra foi correndo consoante as suas possibilidades. A casa era sua, o dinheiro ali empregado também. «Não tive o apoio de ninguém», conta Zilda Ribeiro. Do seu ordenado de professora pouco lhe sobrava ao fim do mês, era quase todo gasto em livros, azulejos, tijolos, cimento, estantes, e a jorna dos homens a dias que ali empregou. Vinha de Lisboa todos os fins-de-semana para uma terra que pouco ou nada lhe dizia, com o intuito de ali deixar «a alma». Ajudava os homens a fazer a obra, carregou sacos de cimento, baldes de massa, subia e descia escadas com azulejos. O seu mini calcorreou inúmeras vezes o caminho de Lisboa até ao Arcozelo, «carregadinho de livros». Levou para ali a sua biblioteca particular, e a do seu marido. Naquelas estantes encontram-se raridades como os Livros das Cortes Constituintes; a Paródia; A Revista do Ocidente de 1878; Ilustração Portuguesa desde 1885 até 1929; Diário das Cortes Gerais- Extraordinárias da Nação Portuguesa- Tomo I a VII, de 1821 a 1822 e Lisboa Antiga, de Júlio de Castilho, de 1936 a 1970. Constam também do ficheiro da biblioteca arquivos de jornais desde a época anterior ao 25 de Abril. Ao todo, a biblioteca já soma perto de sete mil livros, sendo que todos foram comprados por Zilda Ribeiro, «quase todos em alfarrabistas de Lisboa», esclarece.

A biblioteca foi inaugurada apenas em 1992, com o nome de Biblioteca Sílvio Gomes Henriques, o seu marido, seguindo-se a doação à Câmara Municipal de Gouveia, com a condição de que ela fosse directora vitalícia. A princípio abria apenas aos fins-de-semana quando ela se deslocava à aldeia da serra, mas em 1998 abriu efectivamente ao público com um funcionário permanente. Pouco visitada, a biblioteca é um resquício de paz. Também Zilda Ribeiro se tranquiliza quando passa as portas de ferro que ali mandou colocar. Este é o seu santuário, o local onde sabe estar em comunhão consigo, e com a memória do seu marido.

A casa que possuía na aldeia, legado do marido, também foi doada pela antiga professora, para a Associação de Solidariedade dos Professores. A casa do forno e o lagar, também pertença sua, já não levam o seu nome. Doou-as para a criação de um núcleo museológico, com o objectivo de fazer uma ligação cultural entre estas estruturas e a biblioteca.

Zilda Ribeiro tem o seu nome gravado no futuro de Arcozelo da Serra. No entanto, a aldeia continua a ser-lhe pouco familiar, parece que uma estranha condição de estranha lhe foi vincada na sorte.

Maria João Silva
Fonte: Terras da Beira

31 de Agosto de 2000

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